quinta-feira, julho 17, 2008

O homem e o poder

Esse texto foi feito pelo repórter cinematográfico Kennedy Santos

Fernando Collor de Melo, ex-presidente do Brasil eleito em 1989, era a cara do poder, postura corporal, olhar firme e sempre de cima para baixo. Dois anos depois, renunciou ao cargo sob a acusação de associar-se a esquemas de corrupção dentro de seu governo. Descendo as escadarias do palácio do planalto depois de haver renunciado, demonstrou toda fragilidade ao impor-se pelo olhar ameaçador e postura arrogante. Perdeu o poder e consequentemente a autoridade.
Édifícil para um cidadão comum compreender as mudanças que envolvem o homem e suas práticas quando chega ao poder.
Pelo poder, Eva foi tentada, convencida a comer da única fruta que deus havia feito restrições sob pretexto do poder.
Muitas vezes o poder apropria-se do homem, o fazendo esquecer convicções, suas raízes, princípios construídos em família, agora corrompidos pela força provocada por ele.
A principal característica do poder vai além de simplesmente fazer-se obedecer, está em saber conviver com idéias contrárias, agindo com respeito. Não é força ou imposição, é autoridade. Sem domínio é impossível sustentá-lo.
Um homem de poder deve ter humildade.
Um poder sem autoridade, manda. A autoridade com o poder corvense-nos.
O poder, exercido de forma ditatória é arbitrário não está revestido de autoridade e bom senso.
Em nosso dia-a-dia, as experiências fazem-nos compreender mais sobre a necessidade que o ser humano tem de mostrar que pode, é assim nas empresas, na Igreja, no futebol do fim de semana e na política.
É preciso entender a diferença entre autoridade e poder.
Uma autoridade é uma liderança, alcança a autoridade pode ordenar se fazer obedecer por influência de pensamento, experiência de vida, opinião ou conhecimento científico, é inerente a cargo. Está relacionada às experiências de vida e não necessariamente a vida acadêmica. Uma pessoa pode ter autoridade e não estar ligada ao poder, o oposto não.
O homem que está ligado ao poder sem ser liderança está fadado ao esquecimento e será lembrado pelas decisões erradas. O poder é uma representatividade, podemos tê-lo ou não, hoje sim amanhã talvez.
Na política, por exemplo, o poder é passageiro, apegar-se a ele pode ser fatal. A história está farta de pessoas acostumadas a exercê-lo, e ao perdê-lo entra em depressão, indo ao fundo do poço.
O impacto sofrido por alguém que perde o poder deve ser infinitamente maior por que passa quem nunca teve e agora o terá.
Em decisão sábia não há contestação, será sempre baseada em princípios éticos, pode não agradar a todos, mas dificilmente deixará margem para os oportunistas. Portanto, a imposição no poder deve ser a lei e sua essência a verdade.
Liderança e autoridade, poder de fato.

Kennedy Santos.
Repórter Cinematográfico

2 comentários:

Raul disse...

Puts!! ainda bem que ele é Repórter Cinematográfico

Anônimo disse...

Nenhum homem pode com o poder sem não for genero humilde e honesto.